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Como a Alemanha aumentou o número de empregos automatizando processos industriais

06.07.2018
Mercado

Como a Alemanha aumentou o número de empregos automatizando processos industriais

Experiência Alemã: na Alemanha, uso de robôs não aumenta desemprego, 
de acordo com estudo do Centre for European Economic Research (ZEW)

 

Foto: Divulgação IFR

                Com 309 unidades por 10.000 empregados, a indústria manufatureira alemã tem a terceira mais alta densidade de robôs em todo o mundo. Ao mesmo tempo, o número de pessoas empregadas na Alemanha atingiu 44 milhões em 2017 – o volume mais alto desde a reunificação do país, em outubro de 1990.

                A rápida difusão dos robôs industrias não causou abalo nos dados de emprego no país. Hoje, novas funções são criadas para a força de trabalho junto com as desenvolvidas pelas máquinas. Esses resultados são do mais recente estudo do Centre for European Economic Research (ZEW), para o German Federal Ministry for Education Research (BMBF), de acordo com a International Federation of Robotics (IFR).

               “Os resultados do estudo da ZEW sobre o mercado de trabalho confirmam o que estamos observando nas nações líderes industriais no mundo”, comenta Junji Tsuda, presidente da IFR. “A modernização da produção desloca os trabalhos perigosos, nocivos à saúde e monótonos para as máquinas. Na grande maioria dos casos, somente certas atividades de trabalho são automatizadas e não o espectro total do trabalho de um empregado”, comenta.

               Porém, se os postos de trabalho são cortados – a ZEW informa que 5% dos empregados foram realocados em cinco anos – essas perdas são compensadas por novos trabalhos em geral.

               Na Alemanha, o crescimento do uso de máquinas tem permitido que o volume de empregos cresça 1%. Esse desenvolvimento deverá continuar no futuro. Com base nas respostas detalhadas da pesquisa, a ZEW estima que a automação adicional e a digitalização na indústria vão gerar crescimento de 1,8% em 2021.

               Esse desenvolvimento é coerente com a disseminação dos computadores a partir dos anos 1990. O uso da tecnologia da informação em larga escala nas companhias fez com que os trabalhos tradicionais de processamento se tornassem supérfluos. Porém, de acordo com a ZEW, de 1995 a 2011 o nível de emprego cresceu abaixo de 0,2% ao ano.

              A London School of Economics (LSE) recentemente publicou um estudo intitulado “Robots at Work”, sobre o uso de robôs industriais em 17 economias desenvolvidas entre 1993 e 2017. O chefe da pesquisa da LSE, Guy Michaels, resumiu os principais resultados na ‘Automatica 2018’. “A produtividade melhorou cerca de 15% devido aos robôs industriais. Ao mesmo tempo, a mão de obra de baixa qualificação caiu e o pagamento aumento levemente. Robôs industriais não têm qualquer impacto significativo nos números gerais de empregados, comentou.

 
Reportagem original: Revista Metal Mecânica, escrito por Franco Tanio.
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